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Petkovic, de pênalti, dá vitória ao Fla sobre Ceará em dia de fracas estreias

Nyltynho segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Num dia de estreias apagadas e atuação fraca do time, a torcida do Flamengo pôde comemorar pelo menos o fim do jejum de quatro jogos sem vitória e de três sem balançar as redes. Num gol de pênalti marcado por Petkovic no fim do primeiro tempo, o Rubro-Negro derrotou o Ceará por 1 a 0, neste sábado, no Maracanã. A equipe com defesa menos vazada do Brasileirão foi superior na maior parte do primeiro tempo e no fim da segunda etapa, mas saiu com outro resultado negativo e já acumula sete partidas sem vencer.
A grande expectativa era pelas estreias de Leandro Amaral e Renato Abreu. O primeiro teve atuação muito fraca, com pouca movimentação e receio de fazer as jogadas - não atuava há mais de um ano, desde julho de 2009. O meia, que veio do futebol árabe, mostrou estar sem ritmo de jogo, mas ao menos repetiu a boa pontaria dos velhos tempos em bela cobrança de falta, no segundo tempo
Na 15ª rodada, o Flamengo, que com a vitória pulou para 20 pontos ganhos e está, provisoriamente, na sétima posição, irá à Arena da Baixada encarar o Atlético-PR, no próximo domingo. O Ceará, que por enquanto caiu para o quarto lugar, estacionado nos 21, receberá no Castelão, no próximo sábado, o Grêmio.
petkovic flamengo gol cearáBola de um lado, goleiro para o outro: Pet marca de pênalti e dá vitória ao Fla (Foto: Mauricio Val / Vipcomm)

Ceará melhor
Apesar da empolgação dos rubro-negros presentes ao Maracanã - foram pouco mais de 20 mil pagantes - com as estreias de Renato Abreu e Leandro Amaral, o primeiro tempo, não fosse o gol de pênalti de Petkovic,  teria sido um dos piores do Flamengo neste Brasileirão. Enfrentando a competente e menos vazada defesa do campeonato, com até então seis gols sofridos, o time praticamente não criou chances. Esbarrou, principalmente, na pouquíssima mobilidade dos estreantes, além de Val Baiano, que sequer era notado em campo, e do próprio Petkovic, que começou totalmente apático.
Até então terceiro na tabela, o Ceará não tinha nada a ver com isso. Sem Erick Flores, impedido de jogar pelo Flamengo, com quem ainda tem vínculo, o time começou a primeira etapa superior em campo e a dominou na maior parte do tempo. Em dois minutos, o goleiro Marcelo Lomba apareceu em duas intervenções. Na primeira, saiu para socar uma bola na área. Na segunda, defendeu um tiro de Michel na entrada da meia-lua. Além de marcar bem, o Vovô tocava melhor a bola e dava mostras de que ia explorar o lado esquerdo rubro-negro. Isso porque, momentos antes de a partida começar, o Flamengo perdeu Juan, com problemas intestinais. O técnico Rogério Lourenço foi obrigado a devolver Michael à sua posição de origem, a lateral esquerda. Só que o agora meia mostrava total desconforto na posição.
Melhor para Oziel. O lateral-direito do Vovô subia com disposição e criava por ali as melhores jogadas. Numa delas, tentou bater cruzado, mas o tirou saiu torto e encontrou a cabeça de Washington, seu colega de time. Mas a bola foi para fora.
A equipe cearense, que se aproveitava da pouca mobilidade do ataque rubro-negro e dos erros de passe do meio-campo, tinha a iniciativa do ataque. Camilo, João Marcos e Washington se movimentavam bem e mostravam bom toque de bola. Numa cobrança de falta aos 14 minutos, Michel fez Marcelo Lomba trabalhar novamente. O tiro saiu com força mas no meio do gol, e o goleiro espalmou para escanteio.
Gol de Petkovic
O grande erro da equipe cearense foi ter começado a recuar um pouco a partir dos 20 minutos. Foi quando o Flamengo começou a aparecer melhor pelo lado direito, ora com Willians, ora com Léo Moura, que aos 21 minutos partiu em velocidade para a área, mas desperdiçou a jogada ao tentar cavar um pênalti - o árbitro Wagner Reway não caiu na conversa.
renato abreu flamengo cearáRenato Abreu teve estreia discreta
(Foto: Mauricio Val / Vipcomm)
Com Leandro Amaral visivelmente com medo de arriscar mais jogadas e com Val Baiano sem qualquer mobilidade - o ataque foi o oitavo escalado por Rogério neste Brasileirão -, o jeito era apostar na bola parada. E servia até escanteio. Ainda mais com Petkovic. Aos 31 minutos, obrigou Diego - que quase levou gol olímpico - a tocar a bola para córner.
De volta ao Maracanã, o goleiro enfrentava o time que o revelou para o futebol. E aos 44 minutos sentiu pela primeira vez, do lado contrário, a torcida que sempre esteve a seu favor comemorar um gol. Numa jogada pela direita, aos 42 minutos, Willians arrancou, pedalou e levou vantagem sobre Fabrício. Na corrida, caiu na área após um choque com Anderson, que usou o braço na jogada. O árbitro interpretou como um empurrão do zagueiro e marcou pênalti. Petkovic bateu com categoria. Goleiro para um lado, bola para o outro, à esquerda. O Flamengo terminava o primeiro tempo com vantagem de 1 a 0.
Sai Leandro Amaral
Os dois times começaram a segunda etapa em busca do gol. O Vovô novamente se aproveitava da péssima saída de jogo da defesa, dos constantes erros de passe no meio-campo e da má forma física do time rubro-negro. Camilo, Tony e Oziel ditavam o ritmo. Mas a primeira jogada perigosa foi do Fla, novamente em bola parada. Dessa vez, Renato Abreu levou perigo, num petardo de longe, relembrando os velhos tempos. Diego fez a melhor defesa da partida, tocando para escanteio.
No minuto seguinte, aos 20, o Ceará deu o troco. Em bola lançada por Oziel, Washington aproveitou a falha de Welinton e girou sobre o zagueiro, mas o tiro foi para fora. Logo em seguida, o técnico interino alvinegro, Sérgio Araújo - Mário Sérgio, recém-contratado, acompanhou a parttida pela TV, em São Paulo -, trocou João Marcos pelo experiente Geraldo. Rogério Lourenço resolveu sacar Leandro Amaral, que saiu aplaudido, mas não conseguiu sequer chutar a gol. Entrou em seu lugar Vinícius Pacheco, para aumentar a movimentação.
Aos 24, Tony tentou fazer gol olímpico, mas Marcelo Lomba salvou, tocando para córner. O Vovô continuou melhor na partida. Pet tentava armar o Flamengo, que esbarrava em atuações apagadíssimas, como a de Michael, muito vaiado pela torcida.
No fim, o Ceará quase chegou ao empate. Washington, aquele mesmo que jogou no Americano, de Campos, só não marcou aos 43 após passe de Geraldo porque Welinton travou o chute no momento certo. O dia não era mesmo do Vovô.

Via Globo Esporte
SRN
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Diego Tardelli brilha, e Atlético-MG supera o Guarani em Ipatinga: 3 a 1

Nyltynho domingo, 15 de agosto de 2010 , ,
Com grande atuação no segundo tempo, Diego Tardelli foi o grande responsável pelo triunfo do Atlético-MG por 3 a 1 sobre o Guarani, na noite deste sábado, no Ipatingão. O Galo deu fim a um jejum de cinco partidas sem vitória no Brasileirão, e o atacante, que marcou os dois primeiros gols, ambos em posição irregular, chegou à artilharia da competição, com seis, ao lado de Alecsandro, do Internacional, e de Roger, que já deixou o Guarani - Obina fez o terceiro dos atleticanos, e Mazola descontou para o Bugre.
Apesar da vitória, a equipe mineira não deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão. Com 13 pontos, ocupa a 17ª colocação, mas perderá uma posição por causa do confronto direto entre Grêmio (19º, com 12) e Goiás (18º, com 13). O Guarani, por sua vez, permanece com 18 pontos, agora em 11º lugar.
As duas equipes voltam a campo no dia 22, domingo, às 16h (de Brasília). O Atlético-MG enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, e o Guarani recebe o Palmeiras no Brinco de Ouro, em Campinas.
Equilíbrio e justiça no placar
O Atlético-MG começou estudando o Guarani, que saía mais para o jogo. Porém, aos poucos o Galo começou a dar trabalho para o goleiro Douglas, principalmente com Diego Souza. Aos nove minutos, o camisa 1 alvinegro chutou forte, da entrada da área, e a bola caprichosamente bateu na trave. O ataque do Galo funcionava bem, com boas tabelas entre Diego Souza e Neto Berola.
Mas o Guarani respondeu à altura. O time paulista adiantou um pouco a marcação e complicou bastante a saída de bola alvinegra. Os três zagueiros - Werley, Lima e Cáceres - tinham problemas para ajudatr o meio-campo a armar os contra-ataques.
Assim, sempre com Mazola, o Guarani tentava o gol. Em uma saída errada de João Pedro, o atacante chutou forte, mas para fora, assustando Fábio Costa. O Bugre chegou a acertar uma bola na trave do Galo, mas o auxiliar já havia marcado posição de impedimento.

Outro que incomodava bastante era Ricardo Xavier. O atacante bugrino chutou com perigo em duas oportunidades, quase surpreendendo o goleiro atleticano. O resultado parcial de empate fez justiça às duas equipes.
Diego Tardelli está de volta
O segundo tempo foi completamente diferente. O Galo voltou mais ligado, com Rafael Jataí no lugar de João Pedro, que não vinha bem. E quase abriu o placar logo de cara, com Diego Tardelli, que pegou de voleio um belo cruzamento de Neto Berola. Douglas fez defesa espetacular ao espalmar para a linha de fundo.
Mas aos 20 minutos o torcedor soltou o grito de gol da garganta. Após vários jogos sem marcar, Tardelli, impedido, recebeu belo passe do estreante Rafael Cruz e chutou por baixo do goleiro Douglas. Logo depois, aos 25, Tardelli fez o segundo. Ricardinho pegou a defesa bugrina de surpresa na cobrança rápida de falta. O meia lançou na área para o atacante, que, novamente em posição irregular, driblou o marcador e tocou na saída do goleiro para ampliar.
Os jogadores do Guarani se irritaram bastante com a arbitragem, que validou os dois gols. Os bugrinos reclamaram com veemência, e o zagueiro Fabão foi expulso. A partir daí, o Guarani se tornou uma presa fácil. Tanto que Obina, mesmo fora de ritmo de jogo, marcou o seu. Aos 32, Diego Souza cruzou na cabeça do atacante, que só escorou para fazer o terceiro. O Bugre ainda fez o gol de honra, aos 48, com Mazola, que recebeu bola em profundidade e tocou na saída de Fábio Costa.

Veja os gols:


Fonte: globoesporte.com
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Palmeiras vence Atlético-PR e acaba com jejum de Felipão: 2 a 0

Acabou o jejum. Sete jogos após a estreia do técnico Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras finalmente consegue uma vitória. Azar do Atlético-PR, que, mesmo com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, perdeu por 2 a 0, neste sábado, no Pacaembu (veja o vídeo com os gols). O Palmeiras subiu para a nona colocação, com 19 pontos. Já o Furacão está em 15º, com 14, apenas um ponto a mais que o Atlético-MG, o primeiro da zona de rebaixamento.
Na próxima rodada,  o Palmeiras enfrenta o Guarani, domingo, às 16h, fora de casa. O Atlético-PR recebe o Flamengo, no mesmo horário.

Confira a classificação completa do Brasileiro

Em uma das cabines do Pacaembu, o técnico Mano Menezes viu o técnico Luiz Felipe Scolari fazer uma troca de esquema - guardadas as devidas proporções - tão radical quanto a que o técnico da Seleção promoveu no amistoso contra os EUA. Felipão cumpriu o que prometeu durante a semana e fez várias mudanças na equipe. O lateral-direito Vitor, o volante Pierre e o atacante Ewerthon foram barrados. Na vaga de Pierre, entrou o zagueiro Fabrício e o Palmeiras entrou em campo no 3-5-2 pela primeira vez desde que Felipão assumiu. Foi com esse esquema que o treinador levou o Brasil ao pentacampeonato mundial, em 2002. O volante Márcio Araújo foi para a ala direita e Luan ocupou o lugar de Ewerthon. Outra novidade foi a escalação do volante Tinga,que atuou mais adiantado.
Foi uma verdadeira revolução na equipe. O resultado foi quase instantâneo. Marcando forte as saídas de bola do Atlético-PR, o Verdão abriu o placar logo aos três minutos de jogo. Marcos Assunção cobrou falta e a zaga rebateu. A bola sobrou para Tinga, que bancou o ponta direita, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça do zagueiro Danilo, que subiu e escorou de cabeça, estufando a rede.
A torcida palmeirense pulou para comemorar o gol e espantar o frio. A temperatura em São Paulo despencou neste sábado e atingiu os 11ºC durante o jogo.
O técnico do Atlético, Paulo César Carpegiani, foi rápido ao perceber que seu time tinha dificuldades para sair. Sacou o lateral-esquerdo Bruno Costa, que é mais marcador e estava sem função na equipe, pois o palmeirense Márcio Araújo não subia. Entrou o meia Branquinho, que assumiu a função de armar a equipe, empurrando Paulo Baier mais para a frente. Paulo saiu do meio para cobrar a lateral.
Com essas mudanças, o Furacão passou a ter o domínio da bola e a rondar a área palmeirense. No entanto, não chegou a criar jogadas muito perigosas, a não ser em lances de bola parada. Paulo Baier chegou a arriscar algumas faltas, mas todas pararam nas mãos do goleiro Marcos.
O segundo tempo começou complicado para o Palmeiras. Logo aos três minutos,  Tadeu disputou bola no meio de campo com Deivid e seu braço atingiu o rosto do adversário. O palmeirense levou o segundo amarelo (ele já havia recebido um no início da partida, por retardar uma cobrança de falta) e, consequentemente, o vermelho.
Imediatamente, Carpegiani mexeu no time, tirando o próprio Deivid, um volante, para a entrada do atacante Mithyê. Com esse novo jogador e mais o rápido atacante Maikon Leite,que havia entrado no intervalo, na vaga de Guerrón, o Furacão se tornou muito perigoso, sobretudo nas jogadas pela direita. Aos 10, Maikon fez fila, foi à linha de fundo e cruzou para atrás, na direção de Mithyê, que cabeceou firme, obrigando Marcos a fazer ótima defesa.
As mudanças deixaram o time paranaense com apenas um volante, Chico, dois meias, Branquinho e Paulo Bayer e dois atacantes, Maikon Leite e Bruno Mineiro. Se por um lado o gol de Marcos era mais ameaçado, por outro havia espaços para o Palmeiras contra-atacar.
Aos 17, Edinho arrancou livre pelo meio e avançou em direção à área até ser brecado com falta. Na cobrança, Marcos Assunção acertou o travessão. O cenário, no entanto, piorou para o Palmeiras aos 23. Depois de reclamar seguidas vezes da arbitragem, Felipão foi expulso. Passou um bom tempo se negando a sair de campo, e só saiu depois de muita insistência do quarto árbitro.
À distância, Felipão só respirou aliviado aos 31. Tinga acertou um precioso passe de cobertura para Ewerthon, que havia entrado havia poucos minutos, no lugar de Luan. Impedido, o atacante recebeu sozinho, já dentro da área, e chutou forte, de pé direito, ampliando o placar.

Veja os gols:



Fonte: globoesporte.com
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Sob a batuta de Jobson, Botafogo bate o Atlético-GO e dorme no G-4

Com boa presença de torcedores alvinegros no Serra Dourada, em Goiânia, o Botafogo confirmou a boa fase ao derrotar o Atlético-GO por 2 a 0, na noite deste sábado. Com o resultado, o Alvinegro chegou a sua terceira vitória consecutiva e vai dormir no G-4 do Brasileirão, numa ascensão que coincide com a chegada de Maicosuel e as exibições cada vez melhores de Jobson. O Glorioso, que tem o melhor ataque do campeonato, com 25 gols, assumiu o terceiro lugar, com 21 pontos. Os donos da casa permanecem na lanterna da competição, com apenas nove. Somália e Jobson, este o melhor em campo, balançaram a rede dos goianos.
A equipe de Joel Santana recuperou o rumo na competição após ficar oito jogos sem vitória. Esse é o segundo triunfo dos cariocas fora de seus domínios. Além disso, em três rodadas, o time comandado pelo técnico Joel Santana deixou as últimas colocações no Brasileirão e rumou para o G-4. Já o Dragão, que chegou à elite em 2010, segue na zona de rebaixamento.
No próximo sábado, o Botafogo recebe o Avaí, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. Já o Atlético-GO encara o Internacional no domingo, às 16h (de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Em jogo morno na etapa inicial, cariocas e goianos não saem do zero
Mesmo como visitante, o Botafogo começou melhor a partida. Logo aos três minutos, Herrera cruzou da direita, e o goleiro Márcio foi obrigado a se esticar todo para evitar que a bola chegasse na cabeça de Marcelo Cordeiro. Livre, o lateral-esquerdo tinha totais condições de abrir o marcador.

Cinco minutos depois, os donos da casa responderam. Carlinhos Bala arriscou de fora da área, e Jefferson defendeu com segurança, sem dar rebote. O Botafogo voltou a assustar aos 11. Alessandro aproveitou passe errado do time goiano, avançou até a entrada da área e chutou. O goleiro Márcio defendeu no meio do gol.
A partir daí, os cariocas deram uma relaxada, e os goianos passaram ter um domínio territorial, mas sem assustar o gol de Jefferson. Os destaques da partida eram os atacantes Jobson, do lado alvinegro, e Carlinhos Bala, no Rubro-Negro. Os dois criavam os lances mais perigosos das duas equipes.
E foi justamente dos pés de Jobson que o Botafogo quase abriu o marcador, aos 27. O atacante passou por um defensor pelo lado direito e cruzou na cabeça de Herrera. Sozinho, o argentino pegou mal, e a bola passou por cima do gol do Dragão. Aos 41, Maicosuel cobrou falta da entrada da área, e o goleiro Márcio defendeu com tranquilidade no meio do gol.
Sob a batuta de Jobson, Bota garante mais uma vitória
O Botafogo iniciou a etapa final como começou a partida. Com menos de um minuto, Alessandro deu um ótimo passe para Somália pelo lado direito da grande área. O jogador cruzou na medida para Herrera, que se antecipou aos defensores, mas chutou para fora, perdendo chance clara para o Alvinegro.
Aos seis minutos, a dupla Somália e Herrera entrou em ação novamente. O argentino aproveitou cruzamento da direita e ajeitou para o camisa 10, que chutou para abrir o marcador. Curiosamente, em dois jogos utilizando o número, o jogador balançou a rede em duas oportunidades.
Após a abertura do placar pelos cariocas, o Atlético-GO até que tentou chegar ao gol de empate, mas arriscava pouco. Aos 21, o Botafogo foi quem perdeu uma chance clara. Maicosuel chutou cruzado, e Edno desviou para marcar. No meio do caminho, Antônio Carlos, impedido, tocou para as redes. O árbitro Carlos Eugênio Simon anulou corretamente o lance.
Aos 26, Edno teve uma chance ainda mais clara de ampliar o marcador, após cruzamento de Jobson da direita. Completamente sozinho, ele soltou a bomba e o goleiro Márcio defendeu. O camisa 9 ainda teve uma boa chance de ampliar. O jogador passou por dois adversários e chutou para outra boa defesa do camisa 1 goiano. Aos 37 não teve jeito. Jobson recebeu ótimo passe de Maicosuel, passou pelo goleiro e chutou para marcar o segundo, coroando a sua bela atuação.

Veja os gols:


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Petkovic, de pênalti, dá vitória ao Fla sobre Ceará em dia de fracas estreias

Num dia de estreias apagadas e atuação fraca do time, a torcida do Flamengo pôde comemorar pelo menos o fim do jejum de quatro jogos sem vitória e de três sem balançar as redes. Num gol de pênalti marcado por Petkovic no fim do primeiro tempo, o Rubro-Negro derrotou o Ceará por 1 a 0, neste sábado, no Maracanã. A equipe com defesa menos vazada do Brasileirão foi superior na maior parte do primeiro tempo e no fim da segunda etapa, mas saiu com outro resultado negativo e já acumula sete partidas sem vencer.
A grande expectativa era pelas estreias de Leandro Amaral e Renato Abreu. O primeiro teve atuação muito fraca, com pouca movimentação e receio de fazer as jogadas - não atuava há mais de um ano, desde julho de 2009. O meia, que veio do futebol árabe, mostrou estar sem ritmo de jogo, mas ao menos repetiu a boa pontaria dos velhos tempos em bela cobrança de falta, no segundo tempo
Na 15ª rodada, o Flamengo, que com a vitória pulou para 20 pontos ganhos e está, provisoriamente, na sétima posição, irá à Arena da Baixada encarar o Atlético-PR, no próximo domingo. O Ceará, que por enquanto caiu para o quarto lugar, estacionado nos 21, receberá no Castelão, no próximo sábado, o Grêmio.
petkovic flamengo gol cearáBola de um lado, goleiro para o outro: Pet marca de pênalti e dá vitória ao Fla (Foto: Mauricio Val / Vipcomm)

Ceará melhor
Apesar da empolgação dos rubro-negros presentes ao Maracanã - foram pouco mais de 20 mil pagantes - com as estreias de Renato Abreu e Leandro Amaral, o primeiro tempo, não fosse o gol de pênalti de Petkovic,  teria sido um dos piores do Flamengo neste Brasileirão. Enfrentando a competente e menos vazada defesa do campeonato, com até então seis gols sofridos, o time praticamente não criou chances. Esbarrou, principalmente, na pouquíssima mobilidade dos estreantes, além de Val Baiano, que sequer era notado em campo, e do próprio Petkovic, que começou totalmente apático.
Até então terceiro na tabela, o Ceará não tinha nada a ver com isso. Sem Erick Flores, impedido de jogar pelo Flamengo, com quem ainda tem vínculo, o time começou a primeira etapa superior em campo e a dominou na maior parte do tempo. Em dois minutos, o goleiro Marcelo Lomba apareceu em duas intervenções. Na primeira, saiu para socar uma bola na área. Na segunda, defendeu um tiro de Michel na entrada da meia-lua. Além de marcar bem, o Vovô tocava melhor a bola e dava mostras de que ia explorar o lado esquerdo rubro-negro. Isso porque, momentos antes de a partida começar, o Flamengo perdeu Juan, com problemas intestinais. O técnico Rogério Lourenço foi obrigado a devolver Michael à sua posição de origem, a lateral esquerda. Só que o agora meia mostrava total desconforto na posição.
Melhor para Oziel. O lateral-direito do Vovô subia com disposição e criava por ali as melhores jogadas. Numa delas, tentou bater cruzado, mas o tirou saiu torto e encontrou a cabeça de Washington, seu colega de time. Mas a bola foi para fora.
A equipe cearense, que se aproveitava da pouca mobilidade do ataque rubro-negro e dos erros de passe do meio-campo, tinha a iniciativa do ataque. Camilo, João Marcos e Washington se movimentavam bem e mostravam bom toque de bola. Numa cobrança de falta aos 14 minutos, Michel fez Marcelo Lomba trabalhar novamente. O tiro saiu com força mas no meio do gol, e o goleiro espalmou para escanteio.
Gol de Petkovic
O grande erro da equipe cearense foi ter começado a recuar um pouco a partir dos 20 minutos. Foi quando o Flamengo começou a aparecer melhor pelo lado direito, ora com Willians, ora com Léo Moura, que aos 21 minutos partiu em velocidade para a área, mas desperdiçou a jogada ao tentar cavar um pênalti - o árbitro Wagner Reway não caiu na conversa.
renato abreu flamengo cearáRenato Abreu teve estreia discreta
(Foto: Mauricio Val / Vipcomm)
Com Leandro Amaral visivelmente com medo de arriscar mais jogadas e com Val Baiano sem qualquer mobilidade - o ataque foi o oitavo escalado por Rogério neste Brasileirão -, o jeito era apostar na bola parada. E servia até escanteio. Ainda mais com Petkovic. Aos 31 minutos, obrigou Diego - que quase levou gol olímpico - a tocar a bola para córner.
De volta ao Maracanã, o goleiro enfrentava o time que o revelou para o futebol. E aos 44 minutos sentiu pela primeira vez, do lado contrário, a torcida que sempre esteve a seu favor comemorar um gol. Numa jogada pela direita, aos 42 minutos, Willians arrancou, pedalou e levou vantagem sobre Fabrício. Na corrida, caiu na área após um choque com Anderson, que usou o braço na jogada. O árbitro interpretou como um empurrão do zagueiro e marcou pênalti. Petkovic bateu com categoria. Goleiro para um lado, bola para o outro, à esquerda. O Flamengo terminava o primeiro tempo com vantagem de 1 a 0.
Sai Leandro Amaral
Os dois times começaram a segunda etapa em busca do gol. O Vovô novamente se aproveitava da péssima saída de jogo da defesa, dos constantes erros de passe no meio-campo e da má forma física do time rubro-negro. Camilo, Tony e Oziel ditavam o ritmo. Mas a primeira jogada perigosa foi do Fla, novamente em bola parada. Dessa vez, Renato Abreu levou perigo, num petardo de longe, relembrando os velhos tempos. Diego fez a melhor defesa da partida, tocando para escanteio.
No minuto seguinte, aos 20, o Ceará deu o troco. Em bola lançada por Oziel, Washington aproveitou a falha de Welinton e girou sobre o zagueiro, mas o tiro foi para fora. Logo em seguida, o técnico interino alvinegro, Sérgio Araújo - Mário Sérgio, recém-contratado, acompanhou a parttida pela TV, em São Paulo -, trocou João Marcos pelo experiente Geraldo. Rogério Lourenço resolveu sacar Leandro Amaral, que saiu aplaudido, mas não conseguiu sequer chutar a gol. Entrou em seu lugar Vinícius Pacheco, para aumentar a movimentação.
Aos 24, Tony tentou fazer gol olímpico, mas Marcelo Lomba salvou, tocando para córner. O Vovô continuou melhor na partida. Pet tentava armar o Flamengo, que esbarrava em atuações apagadíssimas, como a de Michael, muito vaiado pela torcida.
No fim, o Ceará quase chegou ao empate. Washington, aquele mesmo que jogou no Americano, de Campos, só não marcou aos 43 após passe de Geraldo porque Welinton travou o chute no momento certo. O dia não era mesmo do Vovô.

Veja o gol:


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