- Não saio de mãos vazias. Conseguimos um campeonato que, para mim, vale muito, que é o Gauchão. Foi também uma campanha maravilhosa na Copa do Brasil, além da vitória no Beira-Rio (no Estadual), algo que não acontecia há muito tempo. Saio muito mais forte do que quando cheguei. Futebol como a gente sabe dá muitas voltas – afirmou Silas.
Plantaram uma mentira que prejudicou muito o jogo deste domingo"
Silas
- Quero ressaltar que plantaram uma mentira que prejudicou muito o (time no) jogo deste domingo. Disseram que eu já tinha me despedido dos jogadores durante a palestra (antes da partida), que o São Paulo havia me contratado. O clube paulista não me convidou, pois é um time que tem ética, assim como o Grêmio e eu. Seria uma covardia minha deixar o clube em uma hora dessas. Quem conviveu comigo nesses meses sabe quem eu sou. Fiquei esse tempo trabalhando para ser vitorioso – completou.
O novo treinador ainda não foi anunciado. A expecatativa da diretoria que o nome seja anunciado antes de quinta-feira, quando o time enfrenta o Goiás, pela Copa Sul-Americana. Enquanto isso, o time vai ser comandado interinamente por João Antônio, ex-auxiliar, e Paulo Paixão, preparador físico.
Agradecimento
- Quero agradecer à diretoria do Grêmio, que caminhou com a gente esse tempo todo. Não quero esquecer de agradecer ninguém, quero dar um abraço a todos antes de sair. Venho de um trabalho progressivo, estou no começo da carreira. Pra mim, o Grêmio significa muito.
Saída pacífica
- Estou chateado e triste, mas saio de cabeça erguida. Vou sair pela porta da frente, como entrei. Acho que o presidente tomou a decisão que achava certa. Já estou há mais de 30 anos no futebol. Não estou acostumado com esse momento. Para outros treinadores, trocar de clube é normal, mas para mim não é um momento fácil
Treinador bom é o que ganha. Quando eu ganhava, eu era bom"
Silas
- Nuca aconteceu de não me sentir à vontade no vestiário. Esse tipo de pressão nunca existiu. Já se falou tanta coisa, que minha preleção é ruim, que a substituição estava errada. Não podemos ficar presos ao que se fala. Os atletas todos que estão aqui nunca faltaram respeito comigo, questões disciplinares foram tratadas internamente, da forma que deve ser. Nunca houve nenhuma situação de rebelião contra o treinador. Quando não dá liga, é rápido de se perceber.
Problemas no caminho Tricolor
- O que aconteceu aqui: duas coisas atrapalham trabalho: lesões e cartões. Aqui aconteceram em momentos importantíssimos da caminhada. O Grêmio mudou bastante, trouxe muita gente. Para colocar isso em ordem, você precisa formar o time. Eu tenho um grupo, mas não tenho um time.
Recado ao próximo treinador
- Que o treinador chegue com novas idéias. Treinador bom é o que ganha. Quando eu ganhava, eu era bom. O Felipão, enquanto gritava na beira do campo e ganhava, era o bom. O Vicente Del Bosque (técnico da seleção espanhola) ganhou a Copa do Mundo sentado no banco, de pernas cruzadas. Quando as vitórias não ocorrem, aí se fala que falta um monte de coisa. Quando ganhamos o Gauchão e fomos semifinalistas da Copa do Brasil, não faltava nada, o time era o bom.
Via Globo Esporte
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